Admirável Igreja do Vaticano II!

Partilho convosco mais um testemunho, desta vez uma experiencia do concilio Vaticano II (1961-65) e o seu projecto para a Igreja, de uma voz autorizada. Um abraço!
«Admirável Igreja do Vaticano II. Apresenta-se a defender o homem, a todo o ser humano, seja ou não crente. Com solicitude e simpatia, mostra a sua solidariedade com toda a família humana em termos inigualáveis: «As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e de quantos sofrem, são por sua vez as alegrias e as esperanças, tristezas e angustias dos discípulos de Cristo. Nada há de verdadeiramente humano que não encontre eco no seu coração» (Gaudium et Spes n.1)
Admirável Igreja do Vaticano II. Não está fechada nem tem medo. Não pisa o travão. Já não condena. Recuperou o acento dos profetas e a palavra fogosa do Evangelho. Fala dos sinais dos tempos. Atreve-se a dizer que o Evangelho «sintoniza com o fundo do coração humano». Para compreender melhor a mensagem evangélica não duvida em recolher a «experiencia de todos». A sua atenção centra-se nas manifestações do Espírito em todas as acções humanas, as mais simples e as mais complexas. Vê longe, com audácia.
Admirável Igreja do Vaticano II. Não é intolerante nem arrogante nem autosuficiente. Apresenta-se como o Povo de Deus a caminho, um povo que caminha na história dos homens, com os seus pesos e dificuldades. Está no mundo no seu tempo, em diálogo com ele. Aprende a receber do mundo.
Admirável Igreja do Vaticano II. Como Igreja do Pentecostes, perde a sua língua de trapos. Acabou-se o tempo dos silêncios e das censuras. A palavra circula. Os cristãos a utilizam. Um sopro de fraternidade anima as comunidades.
Admirável Igreja do Vaticano II. Renuncia aos seus privilégios. Algo a empurra até ao marginalizados do mundo. Seguindo a Cristo, quer ser servidora e pobre.
Uma Igreja assim suscita a esperança. Muitos leigos e presbíteros respiram a plenos pulmões este ar fresco. Depositam a sua confiança na sua Igreja quando ela abre todas as suas portas. O Concilio Vaticano II foi um verdadeiro maremoto. E para mim, uma libertação. Os meus hábitos mudaram. As minhas convicções se transformaram.»
Jacques Gaillot, «Una Iglesia que no sirve, no sirve para nada», 1989. Jacques Gaillot é francês, nascido a 1935. Presbítero, foi nomeado bispo de Evreux, em França. Destacou-se por posições em questões sociais como os direitos humanos ou o ambiente e levantou polémicas no seio da igreja francesa quanto ao acolhimento dos divorciados e homosexuais. Em 1995 é-lhe retirada a diocese de Evreux e é atribuida a diocese de Parténia que, imagine-se, é uma cidade do norte de África desaparecida no séc. V! Bispo católico, sem uma diocese efectiva, continua o seu ministério junto de diversos grupos e movimentos. Podem conhecer o seu trabalho no seu site: www.partenia.org

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Sobre economiadasalvacao

Missionário Redentorista, a viver em V.N.Gaia ruipedro.cssr@hotmail.com
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